Sobre o blog

Esse blog surgiu da simples vontade e do desejo de escrever! Sempre gostei muito de escrever. Quando era menina, eu tinha cadernos e mais cadernos de poemas, poesias e versos. Gostava de enfeitar, desenhar, grifar, ilustrar. Era todo colorido. Uma  gracinha! Muitos dos textos dos meus cadernos eu copiava de lugares diversos, como por exemplo um livro, uma revista, de algum filme, um jornal, de alguma amiga. Era ler alguma coisa que me chamava atenção e lá estava eu copiando pra passar para os caderninhos. Era vidrada em versinhos de amor e de amizade. Um xodó só. Mas eu também criava os meus próprios poemas e versos. Eram simples, sem muitas palavras difíceis, com rimas bobas, mas que me faziam sentir uma alegria enorme. Eu me sentia bem, feliz, importante. E mais alegre ainda eu ficava quando alguma amiga queria copiar o meu poema. Eu ia às nuvens de tanta felicidade. Eu cheguei a pensar muito em escrever um livro de poemas, poesias, histórias. Cheguei a sonhar com isso. Mas era tudo tão difícil. Lembro que até falei com meus pais sobre isso, mas eles não me levavam a sério. Acho que no fundo eles não queriam que eu ouvisse os 'nãos' da vida. Diziam que isso era muito difícil e para poucos. E aí o meu sonho morreu. Ou melhor dizendo, adormeceu. 
Nunca parei de escrever. Depois dos cadernos de poemas, vieram os diários/agendas!!! Escrevia de um tudo nelas. Desde "Querido Diário, hoje o meu dia foi bem bacana." até coisas do tipo "Consulta com o Endocrinologista às 15h". Colava papéis de bombons, balas, chocolates, ingressos de jogos de voleibol masculino, ingressos de shows. Escrevia sobre as idas aos shoppings, às quermesses, às festas de aniversários, aos 'flertes', as brigas com meus pais, irmão, amigos. Tinha de tudo um pouco. Ao final de um ano, a agenda tinha quase o triplo da largura. Nem fechava direito. E eu ia guardando e guardando e guardando. Só que o tempo vai matando coisas dentro da gente. Vai nos deixando cético, frio, sem passado ou futuro. Como sempre morei em apartamento, os espaços eram bem limitados. E com o passar dos anos, a maturidade chega e coisas que eram tão importantes tornam-se estorvo. Em cada limpa nos armários, coisas iam embora. Primeiros os caderninhos de quando era menina, depois as agendas. Até que nada sobrou. A vontade de escrever sempre esteve em mim. Nunca parei de escrever. Escrevia cartas e mais cartas para amigos e parentes, cartões de Natal, aniversários. E como tudo evolui, chegou a era da internet, dos emails, dos blogs. E eu continuei escrevendo, mandando emails. Cada vez mais e mais. Até que o blog surgiu na minha vida. Isso lá no início de 2008. Estava fuçando na internet quando vi esse negócio de blog. Li, achei interessante e criei um pra mim. No começo eu escrevia só pra mim, como uma agenda, um diário. Não entendia bem como funcionava (não que hoje eu saiba). Aí, fui gostando, e comecei a publicar. O primeiro texto que publiquei em meu blog foi em 12 de Novembro de 2008. De lá pra cá não parei mais. Como sou cheia de altos e baixos, de tempos em tempos eu ficava sem escrever. Sumia. Só que comecei a sentir falta de escrever aqui. Sentia falta de entrar no blog, de ler os textos dos blogs que eu seguia, de ver o meu blog em ação. E aí percebi que o blog era mais do que só um blog. Era uma terapia, uma válvula de escape. Quando entrava aqui para ler e escrever, esquecia um pouco dos vários problemas que existem na minha vida, das minhas depressões, das minhas frustrações, dos meus medos. Esquecia de praticamente tudo. Ficava feliz. Tinha a mesma sensação de quando escrevia nos meus caderninhos de poemas. E isso era bom. E aí, não parei mais de escrever. Hoje não fico um dia sequer sem entrar no blog. Não escrevo todos os dias, mas mantenho o blog sempre atualizado com assuntos diversos. Falo sobre filmes, sobre assuntos polêmicos, faço homenagens, conto casos, fatos, histórias, dou dicas de passeios e por aí vai. De tudo um pouquinho. Gosto de variedades. Sou eclética.
O nome do blog foi o mais difícil, mas veio assim, como quem não quer nada. Como não ia escrever sobre um único assunto, não dava pra colocar um nome fechado. Também não queria colocar o meu nome porque não sou ninguém. Queria um nome que dissesse muito por si só, como a vida. E aí surgiu "É a vida acontecendo...". Na vida, tudo pode acontecer. Tudo pode mudar. O humor, os sentimentos, os caminhos, as escolhas. Estamos todos os dias a mercê da vida. Não sabemos nunca como vai ser o nosso dia, por mais que o tenhamos planejado. Além disso, achei que soou bem. Acabei deixando esse mesmo. No fim, ficou bem a minha cara.
Hoje, minha vida vai acontecendo sem muitas novidades, mas é a vida. Um dia ela é monótona, noutro cheia de compromissos e por aí vai. O que eu não deixo de fazer é escrever. Escrevendo, eu aconteço na minha vida. E isso basta. Vamos acontecer por aí.
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