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Dessa vez é pra valer!!! Parte III - Mês Um

Decisão de mudar tomada aliada a força de vontade tem mesmo é que dar certo.
Como fiquei muito tempo sem escrever, não vai dar pra eu fazer o post da forma que imaginava. Então, vou fazer um compilado do primeiro mês, destacando os pontos mais importantes das semanas.

Semana I
A primeira semana da dieta foi surpreendente. Vou confessar que achei que seria bem mais difícil. Mas não foi!!! Também não estou querendo dizer que foi extremamente fácil. As mudanças, sejam elas quais forem, nunca são fáceis de encarar. É sempre um desafio que temos a frente. Acho que a vontade de mudar e emagrecer é tanta que não via outra coisa na minha frente senão dieta. Mas teve, e ainda tem, muitos fatores que dificultam esse caminho.
Eu estava acostumada a comer de tudo e fora de hora. Só fazia as principais refeições (café, almoço e jantar) e olhe lá. De vez em quando comia uns lanchinhos a tarde. Lanchinhos esses recheados de tudo aquilo que não devemos abusar. Dependendo dos afazeres do dia, passava só com o café da manhã e guloseimas durante o dia!!! Depois que passei com a nutri e ela me deu o novo cardápio, achei que não iria conseguir. São três refeições com os lanchinhos entre elas. Mas são lanchinhos leves e refeições leves. Nada parecido com aquilo que estava acostumada. A nutri até adaptou os meus gostos pessoais, mas em quantidades totalmente diferentes do que estava habituada. Mas estava disposta e fiz tudo exatamente como ela prescreveu. E além de seguir as dicas dela, comecei a prestar atenção em mim mesma. Na hora de comer, mastigar bem e devagar, estar atenta aquilo que estou fazendo de fato e não fazer uma coisa com a cabeça em outra. A primeira coisa que notei assim de cara é que se alimentar bem é muito gostoso, mas dá muito trabalho e é muito chato mesmo. Lavar um monte de verduras, frutas, legumes... fazer arroz integral é super demorado... na real: levei uma manhã toda pra fazer um almoço!!! Desse jeito o negócio não ia andar não... Optei por comprar saladas pré preparadas porque são mais fáceis :-) Também são mais caras, claro. Mas compensa o tempo que perdia na cozinha com a torneira ligada lavando folha por folha de alface, couve, brócolis, rúcula, agrião... só de pensar já dá desânimo. É aquilo que sempre falo: ter alguém pra fazer as coisas pra gente é sempre mais fácil. É fácil estar magra, bem arrumada, bem sarada e bem bonita quando não se precisa fazer nada dentro de casa. Não é a toa que as mulheres famosas são lindas!!! Não precisa nem ser famosa, é só olhar as pessoas com dinheiro: são lindas, perfeitas!!! Mas devem ter um monte de empregados. Um lado compensa o outro.

Semana II
Já estava começando a sentir algo diferente dentro de mim. Não sei se vou conseguir me explicar, mas estava sentindo como se estivesse mesmo mais leve, só que por dentro!!! Não sentia aquele 'bolo' na barriga. A respiração era melhor. Quase que sentia o ar passando por cada canto do meu corpo. Claro que não tinha perdido peso a ponto de notar assim fisicamente, mas por dentro o negócio era nítido. Impressionante o que uma semana de alimentação totalmente saudável foi capaz de fazer. Comecei a me sentir melhor comigo mesma, sabe. Comecei até a me valorizar mais. Depois que essas mudanças começaram a ser sentidas, a semana seguinte foi mais agradável. Mas um momento de nervoso e preocupação tira mesmo qualquer um do foco. Já passava das 23h de uma quarta-feira quando o telefone de casa tocou! Era meu marido dizendo que o carro tinha quebrado no meio da Marginal e ele estava com a carga do celular no extremo e precisava de ajuda!!! Deu tudo certo, Graças a Deus, mas o susto ficou. No dia seguinte, sentia que meu organismo estava diferente, acelerado, pedindo alguma coisa... Como estava mais atenta as minhas necessidades e ao meu corpo em si, senti que ele não estava igual ao da semana anterior e muito menos ao do dia anterior. Era mesmo uma crise de ansiedade... não sei explicar o que aconteceu, mas sentia que precisava de algo mais 'forte' pra acalmar. Parece que a tensão, o nervoso, o estresse não tolera alimentos leves. Parece mesmo que nesses momentos a única coisa que resolve é algo mais pesado. Tentei me segurar ao máximo. Mas dois dias já tinham se passado e ainda estava sentindo essa necessidade que só passou depois que comi um pedaço de chocolate =( Não teve jeito. E foi assim quase que imediato: antes mesmo de terminar de engolir, já sentia que algo estava acontecendo e algo tinha se acalmado dentro de mim. Coisas da minha cabeça?? Talvez. Mas que deu certo, isso deu.

Semana III e IV
Foram tranquilas. Fiz tudo exatamente como na primeira semana, só que sem esforço, sem tensão, sem preocupação. Já estava tudo internalizado. Tudo estava nos eixos. Não deixei aquela pequena recaída tomar conta de mim. Uma coisa que acho que deu muito certo pra mim foi deixar de dizer 'não posso comer isso' e dizer 'não quero comer isso'. Tive vários aniversários nesse primeiro mês e estava com medo de me perder no meio de tantas coisas gostosas e suculentas pra comer. Só que quando dizia que 'não podia comer', sentia como se uma vozinha ficasse falando na minha cabeça: 'come. Não passe vontade. Só um pouco não faz mal'. Sabe aquele nosso lado que quer tapar o sol com a peneira. Não estava dando certo. Numa outra ocasião comecei a dizer 'não quero comer' e parece que a vozinha ficava muda!!!! Acho que deve mesmo ter alguma relação aquilo que falamos com aquilo que fazemos. Quando dizemos que 'não podemos comer algo', o 'não poder' dá mais vontade. Parece que aumenta o desejo. Tudo o que é proibido é mais legal e divertido. Quando dizemos que 'não queremos' o 'não querer' expressa uma vontade nossa e não uma proibição. Então, o negócio parece que funciona melhor. 

Semana V
Retorno na nutri. E pra minha surpresa e alegria extrema: 6 quilos e muitos centímetros do meu corpo todo a menos!!! Dei pulos de alegria. As roupas já estavam me dizendo isso, mas estava com medo de acreditar e me decepcionar. A frustração é um dos piores sentimentos pra lidar. Você esperar por algo que não acontece é triste. Você não consegue deixar isso passar assim sem notar, sem lamentar, sem desanimar. Se acontecesse de eu não ter emagrecido tanto com tanto esforço, com certeza o mês seguinte não teria o mesmo empenho. Eu sou assim com tudo. Quero tudo pra ontem e quando não acontece, me frustro, desanimo, desisto e deixo de lado. Mas com esse resultado superpositivo não tinha como não me empenhar mais e mais. A nutri me disse que superei as expectativas dela, pois o normal é perder de 3 a 5 quilos no máximo do máximo. Ela disse que meu metabolismo, apesar de estar totalmente fora de sintonia (depois de anos de alimentação errada e de péssima qualidade), está bem e se eu me empenhar ele pode me dar até mais do que espero.

Sei que nesse segundo mês não terei o mesmo resultado, pois sabemos que cada mês que passa, os quilos a serem eliminados são mais difíceis de sair, mas estou me mantendo firme e forte. A meta que tracei pra mim foi que até dezembro tenho que ELIMINAR 35 kg. A média é de 5 por mês!!!! Já conquistei uma e como é bom quando conseguimos conquistar algo. É uma emoção que há muito tempo não sentia. Mais um ponto pra mim. Acho que estou gostando mais de quem eu sou agora =)

Fiquem atentos aos próximos capítulos desta saga!!!

Beijos e até.


Ser gorda ou não ser: Eis a questão!

Isso é o que passa pela minha cabeça há muito tempo. Acho que desde que me conheço por gente sou assim, como direi, gordinha. Quando eu tinha seis meses de idade pesava 15kg e o meu pediatra da época dizia aos meus pais que eu não iria andar com aquele peso todo e que eu precisava emagrecer. Recomendou que eles gastassem bastante minha energia e que pulassem minhas refeições. Nem uma coisa e nem outra aconteceu. Meus pais gastavam minhas energias sim, mas não pulavam minhas refeições. Andei com 9 meses de idade. 
Fala-se muito de preconceito contra os negros, contra os gays, contra os dotados de alguma deficiência, mas ninguém fala do preconceito contra os gordinhos. E bem se vê que o gordo sofre muitos preconceitos. Haja visto pelos estilistas que só fazem roupas pra gente hiper magra (quase pele e osso), pela TV que só tem artistas e apresentadores magérrimos, pelos realitys shows que só tem vez aqueles que são magros e sarados. Não tem problema ser gay, lésbica ou simpatizante, o que importa é ser magro e sarado ou mais pra isso do que pra gordo. Pelos assentos de ônibus e metrô que são bem estreitos e se a pessoa tem um quadril um pouco mais largo que o normal fica esbarrando na pessoa do lado. Isso se outra pessoa sentar ao lado. Eu, particularmente, me sindo péssima com tudo isso. Choro, literalmente, quando tenho que sair pra comprar uma calça jeans ou qualquer outra roupa e volto pra casa depressiva e me achando a pior das criaturas. Parece que só porque a pessoa é gorda ela não tem o direito de se vestir bem. Existe aquelas lojas pra numerações altas, do 48 ao 52 (se for acima de 52 é melhor pegar uma cortina velha de casa e jogar por cima). Mas ainda assim é pessimo porque as roupas desses lugares são horríveis e de péssimo gosto e qualidade. São malhas com estampas feias e cortes todos desencontrados e  calças sem modelagem nenhuma. Fica difícil. Uma vez entrei em uma dessas lojas com o meu marido. Saí com o mesmo pé que entrei. Meu marido me disse: " Fabi, você é gorda e não velha!" Mais uma vez chorei porque 'velho' tem roupas clássicas e bonitas também. Mas pra gordo isso não é possível.
Eu já fiz inúmeros regimes e dietas. Com e sem remédios. Cada vez que saio de uma, engordo o dobro. Já não sei mais o que fazer. Já fui em reuniões de grupos também. Mas é quase que investir em investimentos de longuíssimos prazos. Lento demais que dá até desânimo. Você passa uma semana inteira marcando tudo o que come pra na semana seguinte subir na balança e constatar que todo o seu esforço só rendeu 125 gr a menos. Pra mim, não deu. Não quero emagrecer rápido, até porque não é saudável. Mas quero ver resultados rápidos. Academia é ótimo. Em uma semana você vê resultado. Mas pro meu dia-a-dia não consegui uma academia sequer que atendesse aos meus horários e as minhas necessidades. Infelizmente também não tenho espaço pra ter uma esteira que seja dentro de casa e onde moro, caminhar a noite e sozinho é pedir pra ser assaltado ou coisa pior.
Já passa pela minha cabeça que ser gordo ou magro vai do estado de espírito da pessoa e não do que ela come. Nesse caso, prefiro nem comentar sobre o meu estado de espírito.
Claro que vocês vão me dizer que o que importa é ser feliz. Que devemos nos aceitar e nos amar do jeito que somos. Concordo. E por que é tão difícil nos aceitar??? Engordar, emagrecer, mudar a cor do cabelo, mudar o nariz, aumentar ou diminuir os seios, esticar aqui, puxar ali..... Parece que é só isso que importa. Até pra procurar emprego eles pedem 'boa aparência'!!!
Sei lá, viu, não sei mais o que pensar.
Comecei uma nova dieta, de novo. Quero ter mais um filho, mas não posso com o peso que estou. Quero ver o que vai dar dessa vez. Conto pra vocês depois. Só me desejem sorte!!!
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