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Filme: "A Rede Social"

Quem ainda não ouviu falar desse filme???
Não é um filme que eu assistiria por livre e espontânea vontade. Primeiro por se tratar de um drama e eu não gosto muito de drama. De drama já basta a vida. Depois porque pra eu assistir a um filme, eu tenho que me simpatizar com a sinopse, com o título, com a fotografia, com o elenco e por aí vai. Sou meio assim mesmo e com tudo. Até pra comer um pãozinho de padaria, se ele não está com uma aparência atraente, eu não como. Enfim, o filme A Rede Social não me atraiu em nada, a princípio. Mas depois de ganhar prêmios e mais prêmios em indicações às mais renomadas e disputadas Premiações do Cinema e de ouvir críticas em jornais, revistas e televisão eu confesso que fiquei curiosíssima para assistir ao filme.
Na locadora em que costumo alugar filmes foi dificílimo encontrá-lo por lá. "O filme deve mesmo ser muito bom" - pensei comigo. Levei semanas... até que domingo chegou a minha vez. Mas só ontem eu consegui sentar com calma e pregar o olho na TV até o fim do filme.  É simplesmente SENSACIONAL!!!
Não estudei cinema, rádio ou TV, não fiz jornalismo pra fazer críticas, mas amo cinema. E esse filme é diferente de tudo aquilo que já vi até hoje.

A Rede Social fala sobre a criação do Facebook. E esse todo mundo conhece. Mark Zuckerberg é estudante de Harvard e um verdadeiro gênio da computação.  Ele é tão gênio que acompanhar a velocidade do seu pensamento chega a ser uma missão quase impossível. Após uma conversa com sua namorada, ele acaba falando coisas que deixam Erica Albright muito chateada e magoada a ponto até dela terminar o namoro com ele. Como todo homem, Mark não admite ter sido deixado pela namorada e ao chegar em seu dormitório, na Universidade de Harvard, e amargando um baita 'pé na b...' entra em seu blog e começa a postar injúrias sobre a moça ao mesmo tempo em que tem a ideia de criar um site com fotos das alunas da universidade para que os homens avaliassem qual era a  mais atraente. Mark contou com a ajuda de um algoritmo fornecido pelo amigo Eduardo Saverin para classificar essas meninas. Mark invade os arquivos da Universidade, baixa o nome e as fotos das candidatas involuntárias e cria o www.facemash.com. Ele fez tudo isso bêbado e em um curto espaço de tempo. Em duas horas o site criado por Mark recebeu 22.000 visitas e acabou fazendo cair a rede de conexão de Harvard. Por esse feito ele foi suspenso por seis meses, mas acabou sendo conhecido por todos e odiado pelas mulheres. 
Cameron e Tyler Winklevoss e Divya Narendra ficam sabendo do grande feito de Mark e acabam se interessando por ele. Os três tinham a ideia de montar um site de relacionamento para os estudantes de Harvard chamado Harvard Connection, mas não tinham encontrado um programador bom o bastante que pudesse trabalhar com eles. Os três resolvem procurar Mark e oferecer a parceria de trabalho. Mark aceita o trabalho, mas não a cumplicidade. Com a ajuda de Eduardo Saverin e U$ 1.000,00 aperfeiçoa a ideia dos irmãos e cria o www.thefacebook.com. Quando os irmãos Winklevoss e o amigo Narendra descobrem o site criado por Mark ficam revoltados e resolvem ir atrás dos seus direitos. Mas os irmãos não foram os únicos lesados. Mark conhece Sean Parker, co-fundador do Napster e se identifica com o ideal de Sean, que pede para tirar o 'the' e deixar só 'facebook'. Mark e Eduardo começam a se estranhar e discutir sobre o futuro do site. Com a influência de Sean, Mark acaba 'reduzindo' a participação de Eduardo da empresa. E aí começa uma batalha judicial.
O filme é extremamente inteligente, cheio de detalhes e acontece numa velocidade totalmente incomum. Com trinta minutos de filme já havia acontecido tantas coisas que em qualquer outro filme não levaria menos de uma hora. O filme, na verdade, acompanha a velocidade de pensamento de Mark. A forma como tudo foi retratado é fascinante. O roteiro foi extremamente bem elaborado e explorado. Sem dúvida nenhuma, o filme foi merecedor de cada prêmio conquistado. A classificação como drama não combinaria muito com a história em si, mas cai perfeitamente como uma luva na história de vida do protagonista, que é na verdade um estudante super inteligente, mas que vive dramas em sua personalidade e ideais. São os dramas existenciais que cada ser humano vive consigo mesmo: lealdade, amizade, amor, dinheiro, reconhecimento, trabalho, etc e etc. Todos os dias brigamos com esses conceitos e temos que fazer escolhas em cima disso. Nem sempre as escolhas são as mais acertadas e aí temos que conviver com os infortúnios que vem com essas escolhas. Isso sem falar sobre a ideia em si. Uma boa ideia pode mudar tudo na vida de uma pessoa, mas ela precisa saber com quem está partilhado isso. Quantas pessoas já não passaram por isso??? Quantas pessoas já foram ou passaram alguém pra trás por conta de uma ideia??? Eu mesma já passei por isso: perdi um concurso escolar por partilhar uma frase com uma amiga. A frase partilhada foi escolhida como a mais criativa!!!! No caso do filme, uma ideia simples que passou a valer muito, muito, muito dinheiro e acabou destruindo laços de amizade, respeito e companheirismo. 
É um filme nota mil!!!! Com toda certeza, entrou na minha lista de filmes preferidos!!!!

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