Os sonhos que nos revelam respostas.

Já faz tempo que tenho tido alguns sonhos que estão me deixando perturbada. Uns bons, outros nem tanto. Perturbada com sonhos bons??? Acontece que os sonhos bons que estou tendo parece que querem dizer alguma coisa!!!
Quando comecei a minha pós graduação em psicopedagogia, tinha aulas com psicólogas, claro. E em uma das aulas, conversávamos muito a respeito de sonhos com a nossa professora. A Fanny, esse era o nome dela, dizia que os sonhos podiam, de uma certa forma, representar os nossos desejos, medos, vontades. Podiam ser projeções do nosso inconsciente ou ainda resquícios de fatos vividos em dias anteriores. Eu não consegui terminar o curso, mas as informações que recebi, ficaram gravadas na minha memória.
Nas missas do mês de agosto, muito se falou de missões e da vida consagrada a Deus. Eu, quando era mais jovem, vivia meio que só. Nunca fui namoradeira nem de ir à baladas. Tinha amigos, claro, mas não era de ter namorados. E lembrei-me que quando era mais jovem dizia que se não arrumasse um namorado até os meus 25 anos, iria me tornar freira. Como todos já sabem, eu me casei. Mas nessas missas tudo isso voltou na cabeça.
Calma, não estou dizendo que vou largar marido e filha pra me tornar freira, nada disso. Mas quero contar um sonho que tive e que me levou a escrever esse post.
Esses dias sonhei que estava num lugar estranho. Não era um lugar familiar. Havia muitas pessoas, crianças, água!!! Era muita gente ao meu redor. Mas eu não estava sozinha. Estava com as pessoas da igreja. Os irmãos e irmãs consagrados que fazem parte da Comunidade que frequento e o Padre. Devíamos estar fazendo uma espécie de missão. Atendendo as necessidades de outras pessoas. Mas não eram pessoas tristes. Pelo menos não pareceu isso. Elas estavam sorrindo e muito.
Claro que isso teve relação com tudo o que ouvi nos últimos dias sobre famílias, missões e vidas consagradas, mas senti que tinha algo mais. Tudo isso ficou na minha cabeça e se manifestou através desse sonho, mas acho que também quis mostrar que devo fazer mais pelo próximo. Não que eu não faça, mas não é o bastante.
De fato, já faz tempo que estou sentindo que tenho que fazer mais pelo outro.
Lembrei do tempo que trabalhei como voluntária num projeto pra terceira idade na escola que lecionava. Foram tempos de muita alegria e aprendizado. Eram idosos, com grau de parentesco com os alunos da escola. Mas eram conservados, antenados, em boa situação. Nada comparado aos idosos que ia visitar há muitos e muitos anos atrás numa casa de repouso que ficou uma tia-avó minha. Não lembro quantos anos eu tinha, mas lembro que o lugar não era agradável, não era saudável. O cheiro daquele lugar ficou na minha cabeça por anos e anos.
Quantas realidades que temos ao nosso redor. Muitas eu desconheço e confesso que me assusto quando me deparo com elas. Choca, traumatiza.
Meus pais sempre nos pouparam de muitas coisas. Sempre nos preservou, de uma certa forma, da realidade desse nosso mundo. Isso foi bom por um lado. Mas por outro, nem tanto. Quando descobrimos a verdade sobre todas as coisas e quando descobrimos que existem mundos diferentes daquele que vivemos, ficamos sem ação e sem reação. Não sabemos bem o que fazer nem como agir.
Quero muito poder fazer mais por essas pessoas que vivem nesses outros mundos. E é isso que vou tentar fazer daqui pra frente. Nunca fui uma pessoa omissa. Sempre ajudo no que posso e quem precisa. Nem sempre o 'quem precisa' é o que menos tem. Às vezes, o 'quem precisa' é aquele colega de trabalho, aquele vizinho, aquele conhecido. E não está errado em fazer isso. Mas quero mesmo é poder fazer por outras pessoas que não conheço, que não tenho relação nenhuma, que não faz parte da minha realidade e da minha vida. Muitas vezes fazemos pelos outros aquilo que esperamos que o outro faça por nós um dia. E esse 'um dia' nunca chega. E muitas vezes aquele que ajudamos nos vira a cara e nos humilha. Não devemos ajudar esperando ter um retorno. Mas quando ajudamos e não temos um retorno, pelo contrário, recebemos humilhações, isso nos machuca. Nos faz questionar se devemos ajudar o outro quando ele precisa. A resposta: devemos sempre ajudar o outro, não importa o que esse outro nos representa.
É com esse espírito altruísta que desejo levar essa minha vontade, esse meu desejo adiante.
Não sei como, não sei onde nem como começar. Mas prometo que vou seguir esse meu instinto e vamos ver no que vai dar.
Quem está comigo???



Imagem retirada do site www.amoremprimeirolugar.blospot.com


Tenham todos um excelente fim de semana.



3 comentários:

Carlinha Mielitz disse... [Responder o Comentário]

Oh minha querida...fico mto feliz que queira voltar a trabalhar na ajuda dos que precisam, mas não se esqueça tb que tudo isso começa no seu lar...Perdiando, ajudando, compreendendo, ouvindo....Saudades, gatona...um dia super iluminado!!!

Ich, Hausfrau disse... [Responder o Comentário]

Oi Fabi... eu reconheço minha falta de disponibilidade para ajudar mais ao meu próximo! Quando era mais jovem (não que eu seja velha agora, hehehe), eu era mais ativa nas atividades da igreja, mas hoje eu sou mais acomodada! Já tive oportunidade para fazer algo, mas a comodidade e a preguiça não permitiu que eu o fizesse! Tenho vergonha de dizer isso, mas é a mais pura verdade! No fundo, eu sinto que tenho essa vontade de fazer algo a mais, de tentar fazer a diferença... mas na correria do dia-a-dia eu deixo a desejar! =(
bjo

A Designer de Joias disse... [Responder o Comentário]

saudades eenormes de vc Fabi, quero saber como andam os crochês e se vc recebeu o meu email com as idéias....beijossssssssssssssssss

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